Conheça o Sesi Go Lab: a ferramenta que apoia a indústria na construção de soluções inovadoras em saúde e segurança do trabalho

Grupo de Segurança do Trabalho da AcelorMittal conhece o programa Sesi Go Lab em reunião no Findeslab

A indústria capixaba conta com uma nova ferramenta para inovar na área de Saúde e Segurança do Trabalho ou Promoção da Saúde: o Sesi Go Lab. A metodologia de trabalho foi apresentada nesta quinta-feira (12) para uma equipe da ArcelorMittal. Nas próximas semanas, a empresa começa a desenvolver uma solução para seu desafio juntamente com consultores do Sesi-ES.

“A intenção do Go Lab é disponibilizar para as empresas ferramentas que possibilitem identificar, mapear e estruturar uma solução inovadora para um desafio relacionado a Saúde e Segurança no Trabalho. Dessa forma, a empresa apresenta o seu desafio para um grupo de especialistas do Sesi e, em conjunto, construímos essa solução”, explica o diretor de Saúde e Segurança do Trabalho do Sesi-ES, Júlio Zorzal.

Inspirado no Design Sprint, criado pela Google Ventures, o Go Lab é uma caixa de ferramentas de aceleração de ideias, que estimula a criatividade e envolve diretamente as indústrias. Ele reúne práticas de estratégia de negócios, inovação, ciência do comportamento e design thinking.

O objetivo dessa metodologia é validar ideias antes de se gastar muito tempo e recursos, principalmente financeiros. E o tempo é justamente o diferencial entre o formato criado pelo Google e o aplicado pelo Sesi, o primeiro leva uma semana para ser concluído, enquanto o segundo leva apenas três dias, tornando a metodologia mais facilmente assimilável pela empresa participante.

A metodologia é aplicada em grupos de oito pessoas, sendo seis representantes da empresa e dois especialistas do Sesi. O Go Lab se aplica tanto a produtos quanto a processos.

Piloto

O Sesi Go Lab foi desenvolvido pelo Departamento Nacional do Sesi, que capacitou equipes de 12 departamentos regionais para serem facilitadores da metodologia junto às empresas. O Sesi-ES é um dos departamentos capacitados e tem como meta entregar três pilotos de soluções.

A primeira empresa capixaba a abraçar o programa foi a AcelorMittal, parceira do Findeslab, o hub de inovação da indústria capixaba. E a equipe que veio conhecer essa caixa de ferramentas inovadoras gostou da proposta, conforme mostra o engenheiro de SST da empresa, Darci de Oliveira Júnior.

“Esse projeto realmente apresenta para gente uma metodologia de investigação e análise de uma problemática vivenciada no dia a dia de saúde e segurança”, apontou.

Darci ressalta os principais benefícios que identificou no programa. “O Go Lab é uma metodologia de trabalho dinâmica e andragógica. Ela estimula a equipe de trabalho estabelecida pela empresa a buscar uma solução aplicável, prática e lean, a fim de alcançar êxito na dor que apresentamos para os consultores”, pontuou.

O passo a passo

A metodologia Go Lab é composta por três etapas, denominadas pré-sprint, sprint e pós-sprint. A palavra sprint, traduzida do inglês, significa acelerar.

Na pré-sprint, é realizada uma reunião inicial com a indústria para entender a sua dor ou desafio na área de Saúde e Segurança do Trabalho ou Promoção da Saúde. Essa foi a etapa realizada pela AcelorMittal nesta quinta.

“A empresa traz o seu desafio e a partir dali o grupo levanta subsídios que deem suporte no desenvolvimento dessa solução”, explicou Júlio Zorzal.

Entendida a dor, é hora de desenvolver a solução no sprint, estruturado em três dias de imersão. Primeiro dia, entender, desconstruir e idear; no segundo, decidir e detalhar; no terceiro, prototipar, testar e aprender.

Neste momento são realizadas provocações aos integrantes da empresa, por meio de metodologias e ferramentas de inovação, para que a solução seja validada em cada etapa até que se chegue a um formato final, que possa ser prototipado. Ou seja, o Sesi apoia a indústria durante toda a execução da ideação do briefing para que saia com a solução construída e validada.

O pós-sprint, ocorre 20 dias depois dos sprints, com o teste do protótipo para saber o que precisa ou não ser melhorado. Finalizado, esse projeto estará pronto e poderá ser submetido ao Edital de Inovação para Indústria do Sesi e do Senai.

Por Fiorella Gomes

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Estão abertas as inscrições do Edital de Inovação para a Indústria 2019

Categoria Aliança Industrial é a novidade deste ano, com modelo de seleção em que propostas são apresentadas por grupos de empresas

 

Outra novidade desta edição é a categoria Aliança + Produtiva, voltada a empresas participantes do Brasil Mais Produtivo.

Outra novidade desta edição é a categoria Aliança + Produtiva, voltada a empresas participantes do Brasil Mais Produtivo.

 

Estão abertas as inscrições do Edital de Inovação para a Indústria, que está com novidades nesta edição 2019. Serão escolhidos projetos inovadores em cinco categorias, entre as quais a Aliança Industrial, com um novo modelo de seleção. Nessa modalidade, as propostas devem ser apresentadas por um grupo de empresas. Essa união é para para compartilhar riscos financeiros e tecnológicos.

A Aliança Industrial deverá ser composta por, no mínimo, duas empresas, um Instituto Senai de Inovação ou um Instituto Senai de Tecnologia. Os grupos podem ser formados ainda por instituições de ciência de tecnologia (ICT), universidades, startups e agentes financeiros.

Novidade também no fluxo de recebimento de projetos. Nesta edição, ele passa a ser contínuo nas categorias atribuídas ao Senai, sem datas fixas como anteriormente. Ou seja, a qualquer momento, os consórcios de empresas podem apresentar seu plano de desenvolvimento de novos produtos ou processos. Projetos nas áreas de bioeconomia e sustentabilidade; fábricas e produtos inteligentes; materiais avançados; tecnologias produtivas e manufatura aditiva são os favoritos. Entretanto, as propostas podem abordar qualquer tema relevante para a indústria brasileira.

E não para por aí. Esta edição conta também com a categoria Aliança + Produtiva, voltada a empresas participantes do Brasil Mais Produtivo. Ela foi criada para incentivar essas empresas a continuarem buscando novas formas de elevar sua produtividade. Brasil Mais Produtivo é um programa do governo federal, executado pelo Senai. Em sua primeira fase, três mil empresas tiveram consultoria em técnicas de manufatura enxuta ou lean manufacturing. O foco foi a redução de sete tipos de desperdícios. O resultado foi um aumento médio de produtividade em 52%.

Impacto

O Edital de Inovação para a Indústria é uma iniciativa do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Social da Indústria (Sesi). As propostas selecionadas recebem recursos e apoio para desenvolvimento de uma prova de conceito. Além disso, passam por processos de validação, de protótipo e de testes. Estes, realizados na rede de 26 Institutos Senai de Inovação, 58 Institutos Senai de Tecnologia e nove Centros de Inovação Sesi. Criado em 2004, o Edital já selecionou mais de mil projetos, nos quais foram investidos mais de R$ 545 milhões.

“O modelo dessa nova categoria do Edital é praticado nos países mais sofisticados em termos de inovação. Quando empresas se unem, concorrentes ou não, o impacto da inovação é muito maior. O escopo do projeto é mais debatido, as questões são mais profundas, a inovação tem muito mais chance de ser disruptiva”, explica o gerente-executivo de Inovação e Tecnologia do Senai, Marcelo Prim. “O Senai tem o papel de induzir inovação de maior impacto e está fazendo isso por meio do Edital para a Indústria.”

Marcelo Prim é gerente-executivo de Inovação e Tecnologia do Senai

Marcelo Prim, gerente-executivo de Inovação e Tecnologia do Senai

Os Institutos do Senai também vão atuar como aglutinadores de empresas, especialmente nos casos em que uma companhia possua um bom projeto, mas não faça parte de uma aliança. “Estamos incentivando os Institutos do Senai a fazer um trabalho prévio de aglutinar demandas. Ainda que a empresa não tenha uma aliança, deve procurar o Instituto mais próximo, que pode construir um grupo de empresas com o mesmo interesse para fazer projetos em conjunto”, recomenda Prim.

Exemplos

O Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica, em Curitiba, por exemplo, organizou um consórcio de 11 pequenas e médias empresas fabricantes de baterias a fim de desenvolver um novo produto para automóveis com sistema start stop. Cada empresa investiu R$ 110 mil, em parcelas suaves durante dois anos, no projeto com custo total de R$ 3,7 milhões. O principal benefício será sobreviver em um mercado que deve se transformar radicalmente nos próximos anos. Além de investir em um produto estratégico para a sobrevivência do negócio, o consórcio também permitiu a melhoria das baterias de chumbo-ácido que atualmente são comercializadas pelas participantes.

Mantidas

Na edição 2019, o Edital de Inovação para Indústria mantém a categoria Empreendedorismo Industrial, lançada há três anos, e que tem obtido enorme sucesso. Essa modalidade estimula a conexão entre grandes indústrias e startups, micro e pequenas empresas por meio de desafios específicos lançados por empresas consolidadas no mercado.
As instituições-âncora podem apresentar, a qualquer momento, chamadas para seleção de empreendedores. Cada projeto recebe investimento mínimo de 250 mil, podendo a grande empresa, a seu critério, empregar quantias superiores. Até o momento, foram lançados 20 desafios nessa categoria e, selecionadas 100 startups para apresentar soluções inovadoras.

O Sesi, por sua vez, continua a selecionar projetos inovadores em duas categorias. Na modalidade Inovação em Segurança e Saúde no Trabalho (SST) e Promoção da Saúde (PS), o objetivo é selecionar propostas de desenvolvimento de adaptações ou customizações de novas tecnologias, serviços inovadores, soluções nos processos e produtos, aplicados às demandas industriais.

Já a categoria Inovação Setorial em Segurança e Saúde no Trabalho e Promoção da Saúde é direcionada às indústrias de construção, frigorífico, mineração, panificação, automotivo, alimentos e bebidas. Inclui temas como higiene ocupacional; ergonomia; fatores psicossociais; longevidade e produtividade; economia para saúde e segurança; estilo de vida e saúde; tecnologias para saúde e sistemas de gestão em SST. Os projetos serão realizados durante 18 meses, com investimento máximo de R$ 350 mil por proposta para a categoria Inovação em SST e PS e R$ 600 mil para a Inovação Setorial.

Saiba Mais

Acesse o site do Edital de Inovação para a Indústria 2019 e conheça os detalhes de cada uma das cinco categorias.

Por Fiorella Gomes
*Com informações do Portal da Indústria

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