Presidente Fausto Augusto Junior em visita à Escola SESI Maruípe, no Espírito Santo. Foto: Vanessa Ramos/CN-SESI

Escola SESI Maruípe é a primeira instituição de ensino a conquistar selo de referência no Espírito Santo

Com mais de 500 estudantes, além do selo de referência, a escola possui alto desempenho no SESI

Localizada na capital do Espírito Santo, a Escola SESI Maruípe, a primeira escola do estado a conquistar o selo Escola SESI de Referência, recebeu, nesta segunda-feira, 1º, a visita do Conselho Nacional do SESI.

A instituição, fundada em 1977, passou por uma atualização e adaptação de sua estrutura e metodologia de ensino, a fim de se adequar aos requisitos de uma escola de referência. Segundo o superintendente do SESI no Espírito Santo, Geferson Santos, o trabalho foi fundamental para o reconhecimento.

“Passamos por um retrofit, revitalizando os espaços e atualizando nossa metodologia. É importante mostrarmos uma de nossas escolas com o selo de referência” disse Santos.

O presidente do Conselho Nacional do SESI, Fausto Augusto Junior, reconheceu os desafios de revitalizar uma escola às vésperas de completar 48 anos de vida.

“A visita ao SESI Maruípe evidencia a força transformadora da educação que aqui se realiza. É uma escola que se tornou referência pela qualidade de seu ensino, pela dedicação dos professores e pelo empenho dos estudantes. Chamou a atenção a atuação em robótica e em música, bem como os resultados obtidos em olimpíadas científicas, que mostram o quanto este trabalho desperta talentos e amplia horizontes.”

Para Tatiane Puiati, gerente executiva de Educação e Cultura do SESI-ES, a visita guiada pelos estudantes Valentina, do 4º ano, e Victor, do 5º ano do Ensino Fundamental, evidencia a atuação da escola na formação da autonomia dos alunos.

“Colocar nossos alunos para fazerem a apresentação da escola e dos nossos projetos pedagógicos é simbólico, pois reforça o local do aluno do SESI como protagonista de todo processo de aprendizagem”, comentou Tatiane a respeito da visita guiada.

Áreas de destaque

A Escola SESI Maruípe se destaca por sua prática pedagógica Steam, em que são desenvolvidas as técnicas e áreas de conhecimento voltadas para ciências, tecnologia, engenharia, artes e matemática.

O gerente regional do SESI SENAI em Vitória (ES), Michael Eberle Siemeintcoski, ressaltou a atuação dos alunos na área de robótica, após a conquista de três prêmios na Olimpíada Brasileira de Robótica – etapa Espírito Santo, realizada no último sábado (30).

“A fala dos estudantes demonstra toda a prática pedagógica do SESI, que valoriza tanto as competências socioemocionais, quanto as habilidades técnicas e psicomotoras desenvolvidas ao longo do currículo”, afirmou.

Ele destacou que os jovens “são integrados à comunidade, participam de diferentes atividades, tanto da prática escolar quanto dos contraturnos que são oferecidos”.

Siemeintcoski enfatizou ainda a importância do método como base da formação. “Temos o espaço de robótica, o espaço maker, laboratórios de informática, o empreendedorismo dentro do currículo e valorizamos muito as atividades esportivas. Também realizamos o SESI MiniONU, onde os alunos simulam práticas de respeito e diplomacia inspiradas na ONU”, completou.

Educação e comunidade

Da esquerda para direita: Michael Siemeintcoski, Tatiane Puiati, Fausto Junior, Roberta Moreira e Geferson Santos. Foto: Vanessa Ramos/CN-SESI

Da esquerda para direita: Michael Siemeintcoski, Tatiane Puiati, Fausto Junior, Roberta Moreira e Geferson Santos. Foto: Vanessa Ramos/CN-SESI

A diretora do SESI Maruípe, Roberta Moreira, destacou o papel da escola como referência educacional em uma comunidade carente da Grande Vitória. A unidade atende 519 alunos e é a única escola particular da região.

Segundo ela, a reforma trouxe novos significados para estudantes e famílias. “Passamos por uma reforma para toda a infraestrutura, o que trouxe muita visibilidade para a nossa comunidade. Agora temos uma escola totalmente diferente, o que gera gratidão das famílias, que se sentem cada vez mais valorizadas”, afirmou.

Roberta ressaltou ainda a intensa participação das famílias nas atividades escolares. Em eventos como a Festa da Cultura e a Fenefe – Feira de Empreendedorismo e da Família, a presença chega a reunir até duas mil pessoas. Na Fenefe, os alunos desenvolvem planos de negócio, criam empresas fictícias, calculam investimentos e apresentam produtos ao final do ano letivo.

A unidade também incluiu a Educação de Jovens e Adultos (EJA) no segundo semestre, com uma turma inicial de 34 estudantes, além do ensino fundamental do 1º ao 9º ano.

 

Carinhosamente conhecida como “Castelo de Maruípe”, por estar localizada em um morro cuja estrutura vertical se destaca na paisagem, a escola se consolidou como símbolo de pertencimento para a comunidade. “O SESI tem um nome muito forte aqui na região, e a escola é reconhecida como um espaço de acolhimento e participação”, destacou Roberta.

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Em parceria com Ministério da Cidadania, SESI vai atender 800 mil jovens até 2022

Assinado nesta terça-feira (30), em Brasília, acordo prevê a oferta de cursos de reforço em português, matemática e qualificação profissional em todo país para os inscritos em programas sociais do governo

Cerca de 800 mil jovens de 18 a 29 anos que não estudam e nem trabalham deverão ser atendidos, nos próximos quatro anos, pelo Serviço Social da Indústria (SESI) em programas educacionais que facilitam a inserção no mercado de trabalho. A meta faz parte do acordo celebrado nesta terça-feira (30) com o Ministério da Cidadania. A parceria foi assinada pelo ministro da pasta, Osmar Terra, e pelo diretor do Departamento Nacional do SESI, Robson Braga de Andrade, que também é presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Segundo o acordo, os 800 mil jovens serão atendidos com reforço de português e matemática em módulos de 100 horas, com o desenvolvimento das habilidades socioemocionais integrados a cursos de qualificação profissional de 200 horas, em média. O programa ajudará a promover a empregabilidade e a geração de renda desta parcela da população em situação de vulnerabilidade. Segundo o acordo, serão contemplados os jovens inscritos no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal, com prioridade para os beneficiários do Bolsa Família.

“O SESI tem um trabalho de reconhecida qualidade na oferta de educação básica e na educação de jovens e adultos, tendo como principal público os jovens das classes C, D e E. Esta parceria contribuirá para fortalecer este trabalho e para levar qualificação para muitos jovens, dotando-os das competências e habilidades exigidas pela indústria, o que deve trazer ganhos para a empregabilidade”, avalia Robson Andrade. “Com esta parceria, a missão institucional e a função social do Sesi ficam ainda mais fortalecidas”, completa o diretor do Departamento Nacional do Sesi e presidente da CNI.  “O acordo ajudará uma parte da sociedade a mudar seu futuro”, afirma Robson Andrade.

“Vamos capacitar os jovens chamados de “nem-nem” (nem estudam, nem trabalham) usando a grande capilaridade do Sistema S. Com isso, estamos dando mais um passo para oferecer uma alternativa de um futuro melhor para nossa juventude, associando nossos beneficiários à educação de excelência ofertada pelo SESI”, diz o ministro da Cidadania, Osmar Terra. “A parceria com o Sesi é importante para que os jovens mais pobres não fiquem mais pobres”, destacou o ministro.

OPORTUNIDADE – As estimativas de atendimento nos estados e no Distrito Federal consideram a base industrial e será feita de proporcionalmente ao peso da indústria em cada unidade da federação. Assim, devem ser atendidos 44.318 jovens na região Norte; 99.342, no Nordeste; 147.551, no Sul; 461.072, no Sudeste; e 47.717, no Centro-Oeste. Há também um aumento progressivo no número de pessoas que serão atendidas ao longo dos próximos quatro anos, começando com 100 mil, em 2019, e chegando a 280 mil, em 2022. O atendimento e os investimentos previstos devem ocorrer da seguinte forma:

 

2019 100 mil jovens
2020 180 mil jovens
2021 240 mil jovens
2022 280 mil jovens
Total 800 mil jovens

 

EMPREGO – Os cursos serão oferecidos de acordo com as particularidades econômicas de cada região, de forma a atender com maior eficiência as demandas do setor produtivo local. “O profissional qualificado tem mais chances de manter o emprego e pode conseguir uma vaga mais facilmente quando a economia voltar a crescer”, afirma o diretor-superintendente do Sesi, Rafael Lucchesi.

No caso específico da indústria, os cursos serão oferecidos considerando a capacidade instalada de cada estado e os dados do observatório do setor, que projeta o que os 28 setores industriais demandarão daqui a cinco anos em termos de qualificação técnica e competências, de acordo com a evolução dos meios de produção. Por meio do Mapa do Trabalho Industrial, por exemplo, a indústria conhece as ocupações mais exigidas por nível de qualificação e por unidade da Federação.

O QUE O SESI FAZ

Criado em 1946, o Serviço Social da Indústria (Sesi) tem como desafio desenvolver uma educação de excelência voltada para o mundo do trabalho e aumentar a produtividade da indústria, promovendo a saúde e segurança do trabalhador. O Sesi oferece soluções para as empresas industriais brasileiras por meio de uma rede integrada, que engloba atividades de educação, segurança e saúde do trabalho e promoção da saúde.

 

PRINCIPAIS NÚMEROS DO SESI EM 2018

EDUCAÇÃO
– 1.171.852 matrículas em educação básica, continuada e ações educativas

 

SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO
– 3.549.065 pessoas beneficias com serviços de segurança e saúde

– 989.216 vacinas aplicadas

 

ESTRUTURA
– 501 escolas

– 114 unidades de vida saudável

– 553 unidades móveis

 

RECURSOS HUMANOS
– 35.967 funcionários

– 3.019 estagiários

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SESI Viva+ apoia empresas na gestão estratégica de segurança e saúde no trabalho

Em plataforma disponível online, empresas contam com dados e informações sobre a saúde dos trabalhadores para o desenvolvimento de ações que reduzem custos e geram mais valor aos negócios

Está no ar o SESI Viva+ (www.sesivivamais.com.br), a nova plataforma online do Serviço Social da Indústria (SESI) que facilitará o acesso a informações e a tomada de decisões sobre investimentos em segurança e saúde dos trabalhadores na indústria. Esse canal reúne em ambiente único um conjunto de ferramentas, desde programas especializados, campanhas, conteúdos técnicos e canais de relacionamento para gestores da indústria  implementarem ações de  melhoria da gestão de SST e de estímulo à construção de um ambiente seguro e saudável.

Um dos principais focos de atuação do SESI Viva+ é o apoio às  empresas no atendimento a demandas legais relacionadas à SST e ao eSocial – sistema unificado do governo para envio das  informações fiscais, trabalhistas e previdenciárias dos trabalhadores. A plataforma disponibilizará para indústria um sistema para gestão dos programas legais, que reduzirão riscos de autuações por órgãos fiscalizadores.

Além disso, os dados sobre saúde e hábitos dos trabalhadores da indústria servirão  para o desenvolvimento de estudos epidemiológicos, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, para apoiar indústrias na prevenção de doenças e acidentes, na redução de custos com saúde e afastamentos, e na diminuição de custos com planos de saúde. As informações serão disponibilizadas em canais personalizados dentro da própria plataforma a parceiros, a indústrias que contrataram o SESI e a trabalhadores, que possuirão login para acesso.

Segundo o diretor-superintendente do SESI, Rafael Lucchesi, quanto antes as empresas consolidarem as informações de SST e alinhar com dados trabalhistas, mais preparadas estarão para evitar multas e desenvolver ações inovadoras para a redução de acidentes e doenças do trabalho e promoção da saúde no trabalhador. “Acidentes e doenças representam custos significativos para empresas independentemente das exigências legais”, diz. “Por isso, ao se trabalhar a gestão de SST de forma efetiva, com informações e dados consistentes, é possível melhorar a tomada de decisão sobre investimentos na área e, assim, obter tanto redução de custos quanto melhorar a produtividade e a imagem da empresa.”

INOVAÇÃO – A nova plataforma permitirá ainda a identificação de necessidades das indústrias por tecnologias que aumentem a segurança no trabalho e a saúde dos trabalhadores a serem desenvolvidas nos Centros de Inovação do SESI (www.inovacaosesi.org.br/apoio-sesi). Ao todo, são oito institutos focados em pesquisas nas áreas de prevenção da incapacidade, economia para saúde e segurança, ergonomia, sistemas de gestão de SST, longevidade e produtividade, higiene ocupacional, fatores psicossociais e tecnologias para a saúde.

Anualmente, mais de 4 milhões de pessoas são beneficiadas com programas de segurança e saúde no trabalho e 2 milhões de pessoas participam de ações de promoção da saúde ofertadas pelo SESI em todo o Brasil. Ao todo, são 50 mil indústrias atendidas pela instituição. Em 2017, foram realizadas 1,6 milhão de consultas médicas, 2,8 milhões de exames e 1 milhão de pessoas atendidas em campanha de vacinação promovida pela instituição. Recentemente, o SESI recebeu prêmio da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV) que reconhece a instituição como modelo em prestação de soluções de segurança e saúde no trabalho. No ano passado, o SESI foi pela quinta vez a marca mais lembrada em serviços de segurança e saúde no trabalho no prêmio Top of Mind da Revista Proteção, publicação especializada no tema.

EMPRESAS ATENTAS – Para as empresas a questão de SST ganha cada vez mais importância na estratégia dos negócios. Pesquisa do SESI de 2016 mostra que 71,6% das indústrias estão dando prioridade à gestão de segurança e saúde dos trabalhadores e, para 76,4% dos entrevistados, o grau de atenção da indústria brasileira ao tema deve aumentar nos próximos anos.

Essa crescente preocupação com o tema tem se convertido em redução dos acidentes no Brasil. Dados da Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda apontam que o número de acidentes de trabalho por grupo de 10 mil profissionais caiu mais de 25% entre 2007 e 2016 – de 137,8, em 2007, para 103,0, em 2016. “O setor avançou muito na última década e acreditamos que é possível reduzirmos ainda mais o número de afastamentos por doenças e acidentes do trabalho”, afirma Lucchesi.

 

CNI – Confederação Nacional da Indústria
Superintendência de Jornalismo

 

 

 

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